ALMAR Assoc. Cívica de Almada

EIXOS ESTRATÉGICOS PARA O DESENVOLVIMENTO DO  TURISMO
Clique nos links seguintes para visualizar a respectiva página do eixo de turismo:

Religioso e Cultural

Desportivo e Náutico

Residencial, Negócios e Meetings

Gastronómico e Enológico

 Golfe, Natureza, Saúde e Bem-estar

Sol e Mar

 


Medidas a curto prazo definidas no Congresso:

Estas medidas são resultado do I Congresso de Turismo da ALMAR.  Foram entregues, depois de debatidas e analisadas em reuniões com os eixos turísticos, a todos as entidades e organismos que formaram a mesa de honra e, depois, a todos os autores e intervenientes no "Almada Entre Mares", num total de 82 empresas e entidades.

Trata-se de um plano que requer acção imediata e que será permanentemente avaliado pela Almar, em colaboração com as entidades competentes e reguladiras, para que a sua execução seja uma necessária realidade.

Estamos também a preparar o plano de acção referente a todas as medidas a médio e longo prazo emanadas pelos congressistas.

 

(Documento elaborado em Março de 2014 pela comissão executiva do I Congresso Almada Entre Mares,realizado a 20-2-2014 no Hotel Costa da Caparica.)

 

 

PLANO OPERACIONAL A CURTO PRAZO

PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO

DO CONCELHO DE ALMADA

NOTA INTRODUTÓRIA

Tendo em conta as cerca de três centenas de sugestões, propostas, ideias, projectos, etc., que resultaram do “I Congresso: Almada entre Mares” e na sequência do livre debate em torno dos seis eixos estratégicos para o desenvolvimento e valorização do turismo no concelho de Almada, optámos, neste relatório, por apresentar apenas uma sintetize dos pontos essenciais que resultaram não só do congresso mas também das reuniões, com cada um dos seis grupos, que lhe sucederam.

Em todos os momentos de debate e partilha de experiências, o propósito foi sempre o mesmo; o de contribuir para a melhoria das condições económicas, sociais e ambientais do concelho de Almada através do aproveitamento e desenvolvimento do seu potencial turístico.

Por isso nesta primeira abordagem às conclusões do congresso cingimo-nos apenas à identificação dos constrangimentos e de acções que podem ser resolvidas ou iniciadas e concluídas a curto prazo. Significa isto que são situações com as quais convivemos e que moldam a realidade que conhecemos, mas que, a menos que sejam removidas, tolhem-nos a liberdade de acção e comprometem definitivamente o desenvolvimento que pretendemos.

Portanto nesta abordagem, dirigida à acção, não apresentamos ideias que impliquem grandes estudos para apoio à decisão, projectos complexos ou recursos financeiros difíceis de obter. Apenas apresentamos sugestões para alteração desses ditos constrangimentos, convictos de que, a continuarem, jamais o concelho de Almada se desenvolverá de acordo com o potencial que os seus recursos permitiriam.

Num segundo relatório a apresentar oportunamente, serão então dadas a conhecer ideias e projectos, cuja natureza e complexidade remete a sua implementação e/ou resultados para o médio ou longo prazos.

1. CONSTRANGIMENTOS A RESOLVER

1.1. Costa da Caparica

Por constrangimentos entendemos acções que, a menos que sejam resolvidas de imediato, impossibilitam o normal funcionamento das empresas, bem como o usufruto, por parte dos utilizadores, dos recursos existentes.

A abolição desses constrangimentos, que de seguida se apresentam, visa criar as condições mínimas para que as empresas do sector do turismo, sobretudo as dirigidas ao turismo sol e mar e também aos desportos náuticos a eles associados, aproveitem de imediato as oportunidades que estarão disponíveis durante a época alta que se avizinha.

Sem que se removam atempadamente estes obstáculos a época balnear reverterá num enorme prejuízo para as empresas e irá continuar a projectar uma imagem de degradação e de desencanto do nosso bem natural mais precioso, as nossas praias, e muito dificilmente recuperável. 

Pelo Estado Português e/ou Câmara Municipal de Almada

  1. Recuperação dos apoios de praia danificados pelos recentes vendavais.
  2. Reparação de todas as passadeiras, acesso às praias e aos respectivos apoios e concessões.
  3. Reposição da areia nas praias e no cordão dunar com especificações operacionais tendo em vista evitar quaisquer impactos ambientais nocivos, em particular nas praias da zona sul.
  4. Recuperação do paredão e passeio marítimo com materiais adequados e resistentes incluindo as estruturas de acesso à praia.
  5. Reparação dos parques de estacionamento da frente urbana.
  6. Limpeza das dunas e do areal antes que os sedimentos sejam aterrados.

Acerca destes pontos a Almar solicita à Câmara Municipal de Almada informação sobre o andamento dos trabalhos, nomeadamente datas previstas para a conclusão das acções programadas para alcance dos objectivos. Estão incluídas, neste contexto, todas as praias da Costa da Caparica: praias do norte, frente urbana e praias a sul.

1.2. Cacilhas

Deverá ser considerada o “hall” de entrada do concelho. Por essa razão deverá reflectir a personalidade do concelho e tornar óbvias a simpatia e dignidade com que nos apresentamos a quem se digne visitar-nos por motivos sejam de carácter religioso, cultural, gastronómico, desportivo, sol e mar ou outros.

Porém não é a actual menos adequada utilização do espaço em Cacilhas que apresenta o maior constrangimento para o desenvolvimento do turismo no concelho. Há outros que, a menos que sejam abolidos, impedem qualquer plano operacional visando o desenvolvimento económico, social e ambiental do nosso concelho em geral e de Cacilhas e de Almada em particular.

Apresentamos de seguida aqueles que consideramos serem os aspectos que mais dificultam ou tornam impossível a tarefa de receber bem quem quer que seja pelo simples facto de alguns deles coarctarem mesmo a liberdade de acesso e circulação desejáveis.

Conscientes de que são processos de decisão por vezes complexos e que, frequentemente, envolvem várias entidades, identificamos aquelas que, segundo o nosso parecer, constituem as principais partes interessadas na resolução destas situações.

Pela Transtejo


1.  Estabelecer a ligação entre Lisboa e Almada através da carreira fluvial Terreiro do Paço - Cacilhas

A inexistência de uma ligação condigna e permanente entre as salas de visita de Lisboa (Terreiro do Paço) e de Almada (Cacilhas), continuará a constituir o principal obstáculo para o desenvolvimento do concelho de Almada. Não se compreende que no século XXI a ligação entre a capital do País e Almada, distando apenas 2 a 3 Km uma da outra, seja a que todos nós conhecemos, prejudicando este facto a prosperidade e desenvolvimento de ambas as cidades.

Turisticamente Almada é o grande complemento de Lisboa. E Lisboa é a grande fonte de desenvolvimento para Almada.

Pessoas, bens  e serviços têm que fluir naturalmente entre as duas grandes cidades da foz do rio Tejo. De uma ligação forte entre elas, ambas sairiam beneficiadas.

É por isso que a Almar propõe o restabelecimento da ligação entre o Terreiro do Paço e Cacilhas, a título experimental, entre Maio e Dezembro do presente ano, a fim de, pelos resultados obtidos, concluirmos fundamentadamente, da utilidade da permanência desta carreira de transporte fluvial.

A Almar disponibiliza-se para desenvolver um estudo (estatisticamente fundamentado) que permita avaliar, durante aquele período, a importância da carreira e respectiva evolução em função da dinâmica do concelho, fruto de alguns eventos a levar a cabo não só pela Câmara Municipal de Almada, mas também por outras entidades.

A fim de satisfazer os anseios dos agentes económicos de Almada, a Almar aguarda informação da Transtejo S.A. acerca do início de funcionamento da nova ligação, bem como o horário previsto.

Pela Câmara Municipal de Almada

1.1. Recuperar o espaço do Largo Alfredo Diniz através da racionalização do estacionamento de automóveis e do parqueamento de autocarros.

 Acção proposta com exigência de urgência pela generalidade dos participantes do congresso. Todos consideraram não fazer sentido querer receber turistas sem “arrumar a casa” para que estes se sintam integrados num concelho acolhedor, agradável à vista e sentindo o esperado bem-estar.

O Largo de Cacilhas, deve permitir recolher e deixar passageiros, tendo para isso as necessárias e específicas condições de acessibilidade em zonas próprias e de preferência sem invasão por viaturas de todo o tipo do espaço com potencial turístico e pedonal.

Daí que a proibição de estacionamento de veículos particulares em cima dos passeios e de parqueamento, por tempo indefinido, de autocarros junto ao Clube Náutico, disponibilizarão de imediato vastas áreas para uso pedonal, representação de manifestações culturais ou mesmo desfrutar de uma simples vista panorâmica de Lisboa, que, por incrível que pareça, não é actualmente possível.

Também o extremo norte do parque de estacionamento (com capacidade para 20 viaturas) concessionado, deverá ser desafecta às actuais funções, passando a área liberta a funcionar como área de apoio à Fragata D. Fernando e Glória, depois de devidamente adaptada e embelezada de acordo com os objectivos que se vierem a ser definidos.

Para além destes procedimentos imediatos, torna-se indispensável a elaboração de um plano de acessibilidade devidamente elaborado. 

Cacilhas deve caminhar para ser a continuação da Praça do Comércio de Lisboa. Assim se dignificará o concelho no País, na Europa e onde quer que os turistas que nos visitam difundam as lembranças que levam do concelho de Almada.

A Almar aguarda e agradece informação sobre as medidas que a CMA decidir implementar nesta vertente. Entre a informação devem estar indicados os prazos de realização do processo de racionalização do uso do Largo Alfredo Diniz.

 

1.2. Criação de um plano de  mobilidade a nível do concelho que vá de encontro às necessidades dos agentes do turismo.

Neste ponto a Almar, como representante das empresas que participaram no congresso, solicita informação sobre as alterações previstas para o actual plano de mobilidade  dado que este não cativa o desejo de explorar o concelho por quem nos visita.

A Almar disponibiliza-se para transmitir às empresas os aspectos práticos desse plano    bem como recolher as sugestões e propostas de melhoria levando-as à consideração dos responsáveis da CMA.

Gostaria de relembrar que a abolição destes constrangimentos, que estamos a enunciar, conduzirá a um muito provável e significativo aumento da procura por parte de visitantes provenientes da margem norte do rio Tejo e deverá ser nesse contexto de necessária adaptabilidade, que este plano deverá ser concebido.

 

1.3. Melhoria significativa da sinalética existente referente aos locais relevantes a visitar.

A sinalética turística existente no concelho não está contextualizada, não tem uma linha condutora que permita a um estrangeiro orientar-se dentro do concelho.

Chegados a Cacilhas o turista necessita de orientação e aconselhamento. Destinos turísticos como sejam as praias, o Cristo-Rei, centro histórico, localidades, etc., devem estar associados a uma sinalética que facilite não só o seu acesso, mas também o retorno aos locais de partida.

Sugerimos que a CMA crie em papel um pequeno guia de percursos (multilingue), que ligue os percursos de carro ou pedonais entre os pontos a visitar, relacionando directamente o local do guia com o sinal implantado no caminho sugerido.

A Almar disponibiliza-se para transmitir às empresas  os aspectos práticos do plano, bem como recolher as  sugestões e críticas levando-as à consideração dos responsáveis na CMA pelo aludido plano.

1.   Criação de meeting points em Lisboa, Cacilhas, Costa da Caparica e Cristo-Rei com informação multilingue sobre os produtos turísticos disponíveis.

Estas estruturas que podem ser um pequeno quiosque ou mesmo tenda, foram, desde o primeiro momento em cada reunião de trabalho, considerados essenciais para o desenvolvimento do turismo de Almada.

A Almar está disponível para colaborar com a CMA na implantação física dos postos definidos, sugerindo a melhor colocação estratégica dos mesmos, de forma a conseguirmos chegar ao maior número de turistas que nos possam visitar.

A Almar pode igualmente ajudar na distribuição da informação,  alertando os serviços competentes da CMA sempre que os conteúdos se manifestem insuficientes ou inadequados ao público-alvo.

A Almar está ainda disponível para colaborar na integração dos recursos humanos que a CMA indique, sensibilizando-os para o objectivo de desenvolver com entusiasmo o turismo local.

 

2.   Mobilizar operadores turísticos em torno deste projecto.

É imprescindível contactar parceiros operadores, para que se associem a esta iniciativa e divulguem a informação turística relevante do concelho, a fim de dinamizar ustentavelmente o mercado turístico em Almada.

A Almar está disponível para dialogar com os referidos operadores, mobilizando-os para um projecto capaz de contribuir não só para alavancar o turismo almadense, mas também para criar as condições necessárias à expansão dos seus negócios.

 

3.  Criação de um circuito de transporte para o turista que ligue os principais pontos turísticos de Almada.

Com a adesão a este processo que se espera da Transtejo, é desejável que a CMA dê continuidade em Almada, com horários coordenados com os barcos e preços justos combinados, aos percursos iniciados em Lisboa, satisfazendo desta forma a curiosidade dos turísticas que se disponibilizam para conhecer a margem sul do rio Tejo.

Assim e em colaboração com outras instituições interessadas deverão ser criados percursos  ligando os pontos de maior valor turístico, os quais poderão ser percorridos recorrendo a pequenos autocarros urbanos (p.e. os Flexi-buses), de preferência com guia multilingue que possa além de informar, transmitir a nossa cultura e encantar os turistas com a história relacionada com os locais de visita.

A Almar pode colaborar com a CMA no delinear dos percursos em autocarro, bem como na preparação da matéria turística que deve estar ao dispôr dos guias, orientando-os na preparação dos discursos.

A Almar, como representante das empresas de turismo autoras destas propostas, disponibiliza-se para participar nas conversações entre a Transtejo e a CMA de forma a ajustar os interesses de ambas as partes aos das restantes partes interessadas, ou seja: o desenvolvimento do turismo no concelho de Almada.

 

Pela Almar

1.  Criar uma marca que diferencie os serviços de qualidade disponíveis no concelho

Atendendo a que num País desenvolvido a qualidade é um requisito associado aos produtos e serviços disponíveis, torna-se necessário desenvolver um processo de melhoria contínua até se atingirem os padrões de qualidade desejáveis e tendencialmente certificáveis.

Considerando que existe uma grande variabilidade no universo das empresas e serviços actualmente disponíveis, é pedagogicamente aconselhável que aqueles que se colocam já num patamar de excelência, ou perto dele, sejam distinguidos por forma a que beneficiem desse estatuto, podendo ser considerados exemplo e seguidos por aqueles que pretendam adaptar os seus negócios a padrões de qualidade de nível superior.

Será um processo evolutivo natural para o universo empresarial do concelho, atendendo aos padrões de vida nos locais de origem dos turistas que pretendemos atrair.

Uma das formas encontradas para distinguir esse nível de qualidade superior é através da atribuição de um “Logo” que o diferencie.

Por sugestão e comummente aceite pela generalidade das empresas, foi proposto o Logo: ALMAR RECOMENDA.

Contudo outras soluções poderão ser apreciadas.

 

2.  Utilizar o revestimento em betão da arriba do Ginjal  para utilizar como outdoor

Se Lisboa apresenta a melhor vista panorâmica quando observada de Almada, o contrario não é verdadeiro.

Vista de Lisboa, Almada apresenta uma arriba vertical, escura e sombria a maior parte do dia, sem nada que chame a atenção, com excepção do Cristo-Rei.

É indiscutivelmente o maior ponto fraco do nosso concelho e não ajuda a despertar o interesse de quem nunca nos visitou.

Tendo em vista reduzir este desvantagem e a fim de despertar a curiosidade e o interesse dos milhões de turistas que de visita a Lisboa chegam ao Terreiro do Paço e mais precisamente ao Cais das Colunas, a quem atravesse a ponte 25 de Abril no sentido norte/sul e a quem se desloca ao longo da marginal lisboeta, a Almar propõe aproveitar uma estrutura de suporte de terras - localizada por baixo da antiga fábrica do gelo – e em perfeito estado de conservação, com “outdoor” com a frase:

ALMADA

TERRA DA AMIZADE

Para uma ideia mais próxima da proposta apresentada sugere-se uma consulta ao site da Almar.

Estamos em crer que a concretização deste projecto, associado ao estabelecimento da travessia entre o Terreiro do paço e Cacilhas, contribuiriam, como nenhum outro, para a criação de um fluxo de turistas de grande dimensão, o qual transformaria radicalmente a situação actual, com benefícios difíceis de quantificar por todos aqueles que vivem do turismo.

2. ACÇÕES A REALIZAR EM 2014

Dando continuidade às propostas de mudança, resultantes da discussão ocorrida durante o congresso ALMADA ENTRE MARES e as reuniões subsequentes individuais com os grupos de empresas que constituíram cada um dos eixos que estão na base do plano de valorização e desenvolvimento estratégico do turismo no concelho de Almada, apresentam-se de seguida as acções consideradas prioritárias.

São prioritárias porque se apresentam como importantes e de realização urgente, na medida em que a sua não concretização retardará de forma significativa o desenvolvimento do concelho, o mesmo é dizer, a impossibilidade de a maior parte das empresas se manterem de forma sustentável no mercado do sector em que se inserem: o turismo.

 

2.1. Em Cacilhas e Costa de Caparica

1. Identificar Cacilhas e o centro da Costa de Caparica como zonas prioritárias para implementar um programa de excelência ambiental.

Como ponto de partida propõe-se a limpeza das ruas e de paredes, recuperação de passeios com buracos e remoção de obstáculos, recuperar e cuidar dos poucos espaços ajardinados.

Agradecemos que a CMA informe a Almar do contacto da respectiva pessoa/serviço com quem possa comunicar.

 

2.2. Em Cacilhas

1.   Dinamizar Cacilhas através da criação diversificada de eventos.

Cacilhas, e em particular a Rua Cândido do Reis, possuem condições ideais para apresentarem um conjunto de actividades, capazes de oferecer aos turistas e demais visitantes espectáculos de rua, de qualidade e com a continuidade necessária para que possa vir a constituir uma imagem de marca do concelho quando recebe gente que o quer conhecer.

Com o Largo  Alfredo Diniz virado para o rio e para Lisboa, o turismo e todos os almadenses poderão ocupar os seus momentos de lazer com qualidade, apreciando a beleza que o enquadramento do rio Tejo proporciona.

Já a Rua Cândido dos Reis tem o seu ponto forte no domínio da gastronomia. Associando a degustação dos produtos naturais do concelho com as actividades culturais poderão ser criadas iniciativas conjugando as vontades e interesses dos empresários e agentes culturais, conforme ficou explicito quer durante os debates no congresso, que r posteriormente quando se realizaram por eixo.

A Almar disponibiliza-se para colaborar tendo em vista a concretização dos eventos e das actividades que vão de encontro às propostas dos congressistas. Para tal solicita à CMA informação sobre a disposição para se envolver num programa desta natureza.

2.    Dignificar e dinamizar o núcleo museológico da Marinha.

O enquadramento dos exemplares que a Marinha disponibilizou para visita pública, merece o justo impacto de opinião a quem visita Cacilhas.

Porém a desorganização do espaço em seu redor, a intensa carga automóvel, a dificuldade de interpretação do acesso e a inexistência de qualquer estrutura de apoio, desmobiliza a maioria das intenções de visita, restando para os persistentes, um acesso difícil e comentários de que, por certo as intenções iniciais, não são merecedoras.

Pretende-se que o navio e submarino em questão estejam expostos num contexto de brio e bom gosto em estética urbana, sem descuidar para o efeito a largueza de espaço que importa criar, permitindo desfrutar com prazer o local.

À semelhança do ponto anterior a Almar, e interpretando o interesse das entidades que mais de perto são influenciadas pela actual situação, solicita informação sobre a resolução deste problema e manter-se-á atenta até que o ambiente descrito se modifique na medida das necessidades de reorganização deste espaço público, naturalmente, destinado ao lazer.

3.    Fazer um concurso de concessão para o Ginjal à semelhança do Braço de Prata – Ginjal.

A zona do Ginjal é preocupação e descontentamento de todos, e mais ainda quando se pensa no bem acolher de quem nos visita e pretendemos que leve bom parecer do concelho de Almada.

Neste sentido, e por que há consciência que o presente que vivemos não permite sonhos grandiosos com capital público, propomos a melhoria do percurso do cais por quem possa e queira fazer algo de bom pelo nosso concelho.

Neste contexto pede-se que a CMA encare a possibilidade de reduzir a imagem de degradação e total abandono do passeio do Ginjal analisando a possibilidade realizar um concurso nacional/internacional para que, à semelhança do projecto da Fábrica do Braço de Prata, se possa recuperar uma parte daquela zona de Almada.  Chamamos a atenção mais uma vez para o local em causa. Mais próximo de Lisboa não há.

A Almar pretende assim saber acerca da hipótese de realização deste concurso, a sua forma e condições a apresentar a empresários e empreendedores dispostos a investimentos desafiadores, mas de risco controlado.

 

2.3. Na Costa da Caparica

1.    Remover o revestimento de madeira em frente à Rua dos Pescadores e fazer manutenção do espaço em frente à Polícia Marítima.

Quando abordamos a Costa da Caparica vem de imediato à mente a zona dos “barrotes”. Esta zona, além de esteticamente discutível, é perigosa por provocar quedas a quem tenta circular pelo espaço sem as devidas precauções.

A zona em questão, liberta daquele perigoso “pavimento”, pode ter múltiplos aproveitamentos a nível de animação musical ou desportiva, particularmente intensas durante o verão.

Também a área junto ao edifício da Polícia Marítima se apresenta incompreensivelmente descuidada todo o ano, constituindo um exemplo do que é inaceitável aos plhos de qualquer cidadão.

A área a que nos estamos a referir precisa de ser cuidada de forma permanente.

São, antes de quaisquer outras, estas entidades que têm que dar o exemplo de limpeza e brio à população e visitantes.

A Almar está na expectativa destas melhorias imediatas, que só por si serão notáveis.

 

 2.  Melhorar de imediato a limpeza e a recolha do lixo junto às praias.

Para esta acção os empresários sugerem que nas praias da zona sul sejam construídas paliçadas em torno dos contentores, de forma a ocultar a área de despejo de resíduos. Não sendo uma solução para o lixo, o espaço fica pelo menos mais discreto e menos perturbador no impacto visual.

No mesmo contexto, pede-se uma melhoria na eficácia do processo de recolha de resíduos das praias e dunas. É fundamental ter presente a sazonalidade a que esta tarefa está sujeita, e ter consciência que em cada período há “picos” de depósito de lixo.

Nas zonas mais urbanas, como é a frente de praias, há que cuidar a limpeza com uma maior frequência de varredura, tendo em atenção a lavagem de caminhos e a recolha de lixo dos depósitos disponíveis, sempre que se justifique e não em momentos fixos.

A Almar está igualmente na expectativa destas acções de impacto para o bem-estar e higiene do concelho.

 3.   Melhorar a iluminação nos candeeiros do passeio marítimo por questões de   segurança, recorrendo à energia solar.

Sendo o passeio marítimo o ponto alto da visita à Costa da Caparica, durante todo o ano, pede-se que este seja seguro. Para tal é importante melhorar a iluminação do paredão e das zonas principais de acesso ao mesmo.

Sugere-se a energia solar uma vez que tal permite uma luz tão forte quanto quisermos e sem os custos extraordinários e permanentes resultantes do uso de energia eléctrica.

Neste ponto a Almar pede à CMA que informe se este aumento da segurança pela iluminação  está previsto, desta ou de outra forma, e quando teremos.

 

4.   Equipar apoios de praia com duches e lava-pés.

Uma solicitação que é óbvia, pois em qualquer praia de qualidade do nosso país no mínimo existe a possibilidade deste recurso para os banhistas e desportistas usufruírem à saída da praia. Tal deve estar acessível, colocado em espaço aberto e devidamente mantido.

Neste ponto a Almar pede à CMA que informe se tal está previsto e quando teremos.

 

5.   Melhoria da actual imagem de segurança associada à Costa da Caparica

Pede-se que a Costa da Caparica seja segura, que permita aos visitantes permanecer na praia e circular pelas ruas sem preocupação, sabendo que têm sempre a quem recorrer perante qualquer eventual necessidade.

Surge assim (à semelhança do que existe em Istambul) a ideia da criação do Polícia Golfinho, que pode até ser replicada (com os mesmos recursos) para outras zonas da cidade com outro nome e conforme a época do ano.

O espírito profissional do Polícia Golfinho é motivar bom ambiente, apoiar, turistas, visitante ou qualquer cidadão em situação de emergência. Estes recursos humanos devem ser pessoas bem formadas, simpáticas, acessíveis e prontas a ajudar. Circulando por zonas estratégicas da Costa da Caparica devem deslocar-se conforme chamadas telefónicas dos apoios de praia e outros locais centrais definidos e em rede para o efeito.

O Polícia Golfinho, além do apoio referido, pode ser um elemento influenciador de boa educação cívica na comunidade local através da sua atitude na acção permanente e constituir um símbolo e imagem de uma cidade que cultiva a amizade.

A Almar solicita à CMA que informe a viabilidade da ideia, e como esta associação pode colaborar para que a desejada equipa de boa humanização turística e social seja uma realidade a breve tempo.

 

6. Criação de um gabinete/procedimento que permita agilizar a organização de eventos, culturais, desportivos e náuticos.

A Almar constatou que muitas iniciativas interessantes não são sequer propostas pela dificuldade que há em concretiza-las, seja pelos licenciamentos, seja pelo encadeamento de entidades versus necessidades envolvidas.

Assim, solicita-se que a CMA crie um gabinete de eventos, para que os particulares e as empresas que tenham iniciativas para o concelho, se dirijam a ele tendo acesso a uma equipa dedicada que ajude a estruturar e realizar o projecto, centralizando todas as necessidades para a sua realização.

A Almar tem entre os seus sócios Francisco Lufinha (recordista do mundo em kitesurf) que se disponibiliza para ajudar a criação dos procedimentos se a CMA entender como útil a sua colaboração.

A Almar pede à CMA que dê uma resposta breve acerca da criação deste gabinete, informando quando, onde e com quem poderemos estabelecer contacto.

 

7.    Vídeo promocional sobre desportos náuticos.

Pelas características do mar e das praias, os desportos náuticos na Costa da Caparica são cada vez mais um ponto fortíssimo e uma atracção para os desportistas adeptos de aventuras na natureza. Neste enquadramento é sentido que a divulgação das excelentes qualidades que temos para oferecer nesta vertente ajudariam a promover o turismo relacionado, trazendo qualidade e diversidade de culturas desportivas e desportistas em beneficio da região.

Por tal torna-se imperativo realizar um vídeo promocional sobre a vantagens do mix da Caparica - sol, mar e desporto - sendo que os profissionais Ricardo Guerreiro e Luís Quinta (que já realizaram, entre outros, o “Almada entre o Rio e o Mar”) reúnem as melhores condições para este desafio.

Solicita-se assim que a CMA apoie esta produção video com vantagens para o concelho, nomeadamente para o turismo da Costa da Caparica. A Almar aguarda informação sobre as medidas para o efeito.

 

8.   Autocarros dedicados e com decoração vinil (por exemplo: praia e pranchas de surf).

Para que o turismo tenha mais facilidade em descobrir as nossas praias, e até mesmo outros lisboetas com o espírito náutico, propõe-se a existência de 2 autocarros  a fazerem carreiras duas vezes ao dia (8h e 14h com volta às 13h e 19h) entre o Marquês do Pombal e a Costa da Caparica. Autocarros estes decorados e divulgados nos hóteis de Lisboa e outros pontos relacionados com os desportos de mar.

Tais autocarros poderiam ser da CMA ou de outra empresa de transporte, e com um preço justo de carreira conforme seja turista eventual (utiliza até 1 semana) ou turista residente (utiliza pelo menos 1 mês).

Os estudantes estrangeiros (Erasmus) que permanecem em Lisboa podem ser um nicho interessante para se avançar com a experiência deste meio de transporte.

A Almar pede comentários à CMA e disponibiliza-se para a colaboração conveniente.

 

9.  Reduzir zonas de estacionamento pago na Costa da Caparica e baixar o preço do mesmo junto às praias.

Este ponto é fundamental face a ausência de alternativas viáveis e de qualidade quer para estacionar gratuitamente quer para usar meios de transporte públicos.

Face a esta situação que se revela insatisfatória para a população e sem sentido para os turistas, a Almar solicita à CMA que informe quais os planos de acção previstos e com que agendamento.

É pretensão desta associação acompanhar a evolução das acessibilidades e condições de permanência na Costa da Caparica, o que normalmente requer a não exigência de tempo limitado e a liberdade de escolha de condições de acesso/permanência.

 

10.   Ligação Charneca/Praia da Mata (estrada da foz do rego) deve ser reparada, e revista a ligação Charneca/Praias/Charneca pela chamada estrada na Nato.

Uma vez que se tratam de estradas de muita utilização nomeadamente na altura do verão, a Almar pede à CMA que informe o seu estado à data e com a entrada do verão como estarão as suas condições para responder ao trânsito automóvel que as procura.

 

11.  Associar a Arte Xávega ao festival de gastronomia especialmente orientados para visitantes estrangeiros.

A Arte Xávega é um dos “ex-líbris” da Costa da Caparica e do concelho de Almada! Há que dar-lhe o devido valor promovendo-a ao mesmo tempo que se lhe proporcionam as melhores condições para ser admirada pelos turistas, integrando a arte da pesca como uma rotina de trabalho que convive com o turismo de sol e mar da Caparica.

É neste contexto que faz sentido criar com sucesso um festival de gastronomia, onde o melhor peixe fresco e saudável que a Arte Xávega proporciona, deverá ser o ponto forte do evento.

A Arte Xávega deve distinguir o festival da Costa da Caparica de todos os festivais gastronómicos que se realizam por todo o país, e por ser único e tão diferenciador pelo tema que o contextualiza, deve ser promovido a nível nacional e internacional através dos operadores turísticos e outros agentes relacionados.

A Almar pede informação sobre a agenda para a concepção do evento e a estrutura do projecto em que a sua realização pode assentar. A Almar mediante acordo com a CMA está disponível para organizar ou colaborar para que o festival seja a estrela dos festivais da Costa Azul.

12.   Apoiar e prolongar cada vez mais e com mais qualidade os festivais gastronómicos

Outros festivais gastronómicos (festival da caldeirada; comeres caparicanos; semana da cavala; festival de marisco...) devem ser organizados e apoiados para que atraiam público e turistas em vários períodos ao longo do ano.

Neste contexto e tendo em vista que estão previstos alguns festivais para o corrente ano, a Almar solicita se inicie, com as partes interessadas, a abordagem para a programação dos diferentes eventos bem como a forma adequada a dar a cada festival a fim de garantir o impacto desejável na economia e turismo do concelho.

 

13.   Plano de marketing para promover a Costa como um dos melhores destinos turísticos

Com base em tudo o que já é feito, agora reforçado nos pontos deste  documento, importa criar um plano profissional de marketing de forma a ter uma ferramenta de acção para trabalhar com quem no mercado turístico pode influenciar a decisão dos turistas.

Com o plano concretizado, o passo seguinte consiste em seleccionar e reunir com os operadores turísticos que se apresentem com maior capacidade de concretizar o objetivo: “vender” Almada.

A Almar, atendendo às competências que tem nos seus quadros e colaboradores, possui capacidades capazes de providenciar a realização e comercialização do plano referido.

Assim sendo, solicita à CMA informação sobre o plano municipal em curso no domínio do marketing a fim poder facilitar a concretização da estratégia comercial a levar acabo pelas empresas do concelho.

 

14.   Reabilitação da Rua dos Pescadores

Trata-se da histórica e principal rua da Costa de Caparica. Todos que visitam ou permanecem nesta terra a frequentam em algum momento.

Neste contexto importa mobilizar os empresários para que criem e ponham em prática um plano de reabilitação e intensificação comercial da rua dos Pescadores à semelhança do que foi outrora.

A Almar questiona se tal está previsto, quando e em que moldes, e apresenta-se para colaborar nestas dinâmicas se tal for vantajoso.

2.4. No concelho de Almada

1.    Impor regras de higiene e limpeza (descritos por lei).

 

Quando se pensa em atrair turistas ou quaisquer visitantes e acolhê-los com prazer em qualquer comunidade, as questões de higiene e limpeza são aquelas que mais rapidamente saltam à vista e de imediato catalogam o local.

A questão ambiental, e particularmente a higiene e limpeza, tem merecido fortes criticas  por parte dos que habitam ou trabalham no concelho, sendo que muitas vezes os mesmos ignoram as condições do espaço urbano por desleixo ou por que se adaptam ao que têm ao redor e quase sempre sentindo impotência para melhorar.

Se  este é o ver e sentir dos almadenses, facilmente poderemos concluir que, por querermos receber bem, a situação tem que ser significativamente melhorada.

Percebemos assim que nesta matéria é necessário não apenas informar e formar, mas também exigir o cumprimento das regras estabelecidas, aproveitando alguns dos serviços competentes da CMA no domínio da fiscalização, no garante da melhoria do comportamento cívico dos almadenses no que respeita à manutenção e asseio dos espaços comuns do nosso concelho.

A Almar espera que sejam tomadas medidas sobre tão importante assunto, e desde já pede à CMA informação acerca do seu projecto de resolução deste problema bem como da que forma os cidadãos possam conhecer o que vem sendo feito na prática.

 

2.   Criação de um percurso mini-bus em visita pela cidade e que ligue Cacilhas ao Cristo-Rei.

Este percurso pretende além de levar os turistas ao Cristo-Rei, criar alguma ligação dos mesmos a Almada pela visibilidade de pontos chave identificados pelo condutor/guia ou por alguma informação escrita obtida em Cacilhas. Desta forma o comércio local e a restauração poderão vir a tirar proveito destes visitantes.

A Almar gostaria de saber se tal percurso está previsto e em que moldes, bem como datas para avançar com a ligação.

 

3.   Seleccionar recursos humanos com perfil e formação específica adequada ao exercício de funções no contexto turístico.

A disponibilidades de meios humanos com formação específica no âmbito da s actividades turísticas é um ponto fraco que temos que admitir.

Porém o desenvolvimento do turismo passa sempre pelo exercício da actividade por profissionais competentes, à semelhança do que se passa em qualquer actividade económica, que se queira competitiva.

Por isso pretende-se que o concelho disponha de resposta em meios humanos e profissionais para fazer face às necessidades turísticas que se desejam prósperas, e que no presente são notoriamente insuficientes e inadequadas.

Tendo conhecimento de que a empresa GHD, situada no núcleo empresarial Novalmadavelha, tem formado guias turísticos que podem ser convidados para a realização de estágios e que existem escolas profissionais que leccionam turismo, a Almar solicita informação sobre se existe alguma plataforma na qual seja possível ter conhecimento da procura e oferta de oportunidades de emprego no sector do turismo.

A Almar disponibiliza-se para colaborar na selecção de recursos adequados aos postos de turismo e outros pontos de apoio determinantes.

 

4.  Promoção do pescado e dos produtos hortícolas do concelho através da realização de Festivais de Gastronomia.

Além dos festivais que devem reforçar a animação da Costa da Caparica, os empresários de Almada manifestaram a intenção de realizar um Festival de Gastronomia que distinga a terra das demais que fazem festivais deste tipo.

Neste contexto a Almar solicita à CMA informação sobre se existe algum acontecimento programado para a cidade nesta vertente (época, duração, localização, tipologia).

A Almar poderá propor consonância de algumas acções por parte dos seus associados, ou em alternativa assegurar esta realização almadense se a estrutura da CMA estiver receptiva a apoiar as ideias dos almadenses associados da Almar, de acordo com as suas competências e disponibilidades financeiras.

 

5.    Associar a enologia à gastronomia

Além da gastronomia a enologia é uma forte componente que motiva o turismo e a interacção comos concelhos limítrofes.

Propomos assim que Almada promova anualmente semanas de “bem comer e bem beber”, e desafie os restaurantes locais a apresentarem pratos específicos para um determinado vinho da região.

Para o corrente ano temos já a Herdade do Cebolal  disponível para apresentar o seu vinho em colaboração com os restaurantes aderentes e realizando eventos adequados.

A Almar solicita à CMA informação acerca de como propõe a realização destas acções consertadas entre restaurantes e produtores de vinho, sendo que a coordenação e a promoção poderá ficara a cargo da própria câmara. Também neste âmbito a Almar colabora em prol do bom desenvolvimento turístico conforme disponibilidade e interesse das partes envolvidas.

 

 6.    Criar iniciativas no âmbito da saúde e bem-estar

Eventos relacionando a saúde e bem-estar contextualizados com a oferta global da região (gastronomia, cultura, natureza, desportos náuticos, golfe, etc.) poderão ser um motivo de atracção para turistas e visitantes do concelho provenientes principalmente da Europa.

Estes eventos, à semelhança do que existe noutras regiões do País, combinados entre as partes com capacidades instaladas reconhecidas (Spa´s, centros de hidroterapia, hospitais e institutos médicos) e envolvidas na acção, requerem colaboração para optimizar a promoção e divulgação no país e no estrangeiro, e é nesta vertente que a CMA pode alicerçar a sua acção.

A Almar compromete-se também na concretização destes desafiadores acontecimentos, coordenando as tarefas das várias partes envolvidas e criando sinergias que optimizem os resultados, através da concepção de pacotes diversificados e aliciantes para os potenciais utentes.

Neste contexto, a Almar pede informação acerca de quem contactar na CMA logo que a promoção tiver que ser planeada e colocada em prática com eficácia.

 

7.   Identificar os pontos fortes no concelho para captar turistas.

É positivo reflectir o concelho nas suas várias vertentes que o valorizam, e outras que possam vir a valorizar com as ações referidas neste documento, e com esse olhar identificar o que pode destacar-se para despertar o interesse dos que não sabem nada da região. Fala-se de aqui de pontos em qualquer dos eixos estratégicos de desenvolvimento.

A Almar solicita à CMA informação acerca dos pontos já por si identificados, de forma a ajustar a opinião de almadenses ao critério de escolha da autarquia.

 

8.  Parceria com Lisboa para captação de turistas.

Este é um ponto fundamental para projectar Almada no universo do turismo mundial. Até ao presente, e sem cometer grande heresia, a nossa região não existe como destino turístico. Nem nacional nem europeu. O que atendendo às condições naturais e geográficas que possui, constitui um dos incompreensíveis paradoxos em termos de estratégia de um sector que se apresenta, desde há muitos anos, como o cluster com maior potencial de desenvolvimento do País.

A alteração necessariamente obvia à actual situação deve passar pela concretização de uma parceria com a Associação de Turismo de Lisboa (ATL) e outras estruturas da região que trabalhem em prol do turismo da região de Lisboa.

Propomos para isso iniciar a identificação das partes interessadas nessa parceria e o inicio imediato de encontros tendo em vista definir uma estratégia que satisfaça os objectivos das realidades geográficas com potencial turístico envolvidas. 

Atendendo à urgência do processo, a Almar solicita informação relativamente a acções ou acordos estabelecidos entre Almada e Lisboa, no âmbito do que acima ficou referido, como necessário ao desenvolvimento do turismo do concelho.

 

9.    Plano de divulgação à escala europeia

A divulgação além fronteiras é um passo ambicioso que, com a comunicação adequada através dos meios certos, nomeadamente os agentes turísticos, irá progressivamente captando a atenção dos turistas no momento da escolha dos pontos quando de visita a Portugal.

Também os milhões de turistas que durante todo ano poderão passar a visitar  a margem sul do Tejo, logo que a ligação entre as margens facilite o acesso, levarão as boas recordações deste território e no velho processo de boca a boca dar a conhece-lo a familiares e amigos.

Desta forma Almada poderá deixar de ser um local irrelevante no mapa, mas um nome que salte à vista pelo menos a par com a outra margem ocupada pela capital.

Terá que fazer todo o sentido visitar Almada sempre que se marquem férias em Lisboa.

A Almar questiona se existe alguma estratégia neste sentido. Em caso afirmativo gostaria de ser informada da sua natureza.

 

3. OUTRAS ACÇÕES A REALIZAR POR ENTIDADES LOCAIS

Sinteticamente e por que os trabalhos de concepção ainda estão em curso, apenas faremos referencia a alguns eventos previstos realizar por um conjunto de entidades, cujo contributo tem sido e continuará a estar associado a tudo quanto de excelente existe neste concelho.

 

Pelo Cristo-Rei e António Manuel Ribeiro (UHF)

Realização do festival “Almada de Braços Abertos”.

 

Pelo Teatro de Almada

Levar este ano o teatro às ruas do concelho, em Cacilhas e outras freguesias, com carácter de festa.

A Mostra de teatro no Fórum Romeu Correia e o Festival Sementes (teatro Infantil)  para os ligar a outras actividades, promovendo o turismo do concelho.  Estender o teatro à Costa e representação diária de grupos de animação junto à praia. Estes custos seriam suportados pelos comerciantes locais.

 

Pelo Companhia de Dança de Almada

A Companhia está a organizar a Quinzena da Dança de Almada com o projecto Dancidades (levar a dança para a rua) em museus, jardins, parques e outros espaços históricos. Providenciar a ligação destes espectáculos às restantes actividades turísticas.

 

Pela associação de cidadania de Cacilhas – o Farol

Realização de vídeo promocional. A realizar em função do que se pretende divulgar.

Criação de miradouro e pólo de atracção turística na Casa Municipal da Juventude.

 

Pelo Centro de Arqueologia de Almada em parceria com a Treebo

Passeio de história e projectos pedagógicos dirigidos também para visitantes estrangeiros.

 

Pelos parceiros que actuam na área da saúde e bem-estar

Criação de espaços de saúde multidisciplinares que devem ser agradáveis, acessíveis, com estacionamento, inovadores e com um corpo clínico reconhecido e estável.

Como exemplo a reabilitação cardíaca que pode ser uma imagem de marca do concelho. Esta capacidade é maximizada pelas condições naturais (praia e campo) de que dispomos e deve associar-se às hidroterapias e unidades de exercício físico.

Há que identificar as instituições/empresas que podem liderar as especialidades necessárias.

 

4. NECESSIDADES DE CURTO PRAZO

Para além dos constrangimentos, que impossibilitam a acção e bloqueiam qualquer avanço significativo, e das acções que se consideram indispensáveis levar a cabo para que o concelho se vá progressivamente adaptando a novas realidades, foram ainda identificadas uma série de necessidades, que urge satisfazer, mas que não são determinantes para que este ano seja já possível visualizar alguma mudanças no sentido do desenvolvimento que se pretende.

 

Por isso, por que as tarefas apresentadas já deixam antever a dedicação e o grande esforço necessários para as analisar, discutir, planear e levar a efeito, e porque não devemos deixar de nos focar no essencial e prioritário, estas necessidades identificadas serão apresentadas na Parte II do relatório final referente ao Congresso “ALMADA ENTRE MARES”, conjuntamente com as propostas de acção a médio e longo prazos visando contribuir para o desenvolvimento sustentável do concelho.

 

ALMADA, 23 DE MARÇO DE 2014

Tal como referido no Plano da Actividades a Curto Prazo (2.  Utilizar o revestimento em betão da arriba do Ginjal  para utilizar como outdoor), houve uma votação sobre 3 imagens em que esta (acima representada) foi escolhida por uma uma larga maioria.  As três imagens foram vistas por mais de 75.000 pessoas na nossa página do Facebook  - www,facebook.com/almar2013 .

 

 


O texto com imagens, que se segue, surgiu como uma consequência de se tentar perceber a urgência em se alargar a imagem de Almada perante Lisboa, uma das  muitas conclusões a curto prazo do "Almada Entre Mares".

Trata-se de um texto baseado em conversas tidas com turistas que olhavam para a margem-sul como um local que desperta curiosidade. E as respostas obtidas, porque algumas poderão ser demasiado directas e duras,  não foram todas anotadas nem aqui transcritas. 

O autor do texto e fotografias, declara que tudo é verdade e que as palavras escritas não têm qualquer responsabilidade, nem influência, da restante equipa da Almar.

Como trazer o turista para cá?

Sábado, 15 de Março de 2014, atravessei o Rossio e desci a Rua Augusta. Costumo acertar no número aproximado de multidões, um velho hábito criado nos tempos em que ia ao futebol com pessoal amigo e apostávamos no número de espectadores presentes. O resultado vinha depois publicado nos extintos vespertinos que tinham segundas edições com os resultados dos domingos futebolísticos.

Na Rua Augusta deviam estar perto de 1000 a 1100 pessoas. Havia animadores de rua, dançarinos, músicos e outros artistas.
Nalguns pontos era mesmo difícil passar.
Depois do Arco via-se que no Terreiro do Paço, esplanadas incluídas, estariam no mínimo 1500 pessoas. 

Falei com alguns turistas, de várias nacionalidades, que estavam no Cais das Colunas, na recente praia fluvial de Lisboa e no passeio, interrompido pelas infindáveis obras, entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré.

Um casal de Nantes, Lucienne e Gilles, de ar saudável e jovial e na casa dos 40, observava a margem sul. Perguntei-lhes se sabiam que terra era aquela ao que responderam negativamente. Mas conheciam o Cristo Rei, por revistas e artigos na internet. Vieram de avião e estavam no Hotel Mundial. Então perguntei-lhes se gostavam de praia e obtive um fortíssimo e sincronizado “oui!” – adoravam praia.

 

Expliquei que a distância do ponto onde estávamos até ao Cristo Rei era igual à distância do monumento até à melhor praia urbana da Europa.

- Parece fácil. E como vamos para lá? Como chegamos ali ao outro lado?

- Estão a ver aquela estação de barcos ali à esquerda? Se caminharem perto de um quilómetro, aqui pelo lado direito, vão encontrar outra estação de barcos. Lá dentro encontram 3 pontos de partida para Seixal, Montijo e Cacilhas. Adquirem bilhetes para Cacilhas.

Vendo o entusiamo deles senti como que uma falha no olhar vivo quando viram pessoas no meio da estrada desviando-se das obras. E de imediato inquiriram, apontando para a estação Sul Sueste:
- Se formos por ali não chegamos à praia?

Fizeram-me a pergunta tramada, que nunca esperava que a fizessem. Nem eu sei como resolver essa questão e confessei-lhes isso.
- Então temos mesmo que ir por ali?

- Sim por ali é menos complicado. Chegando a Cacilhas não entrem nas carruagens azuis do Metro que essas não vão a lado nenhum que vos possa interessar (disse-o com medo que me perguntassem porquê, pois nem a mim me interessam…). Há uns autocarros mas têm que saber ver os horários. A melhor opção é o táxi…

- Mas temos que ir por ali?

Apontando a Ribeira das Naus, pareciam incomodados com o aspecto das obras e das grades poeirentas.

Fiquei triste por terem aniquilado uma travessia que servia o coração de Lisboa. Não se faz uma asneira tão grande, nem a portugueses nem a estrangeiros.

Logo ao lado das Colunas está agora uma “praia” com 15 metros de largura e 50 metros de comprimento, que estava cheia de pessoal encantado com a paisagem recortada por estacas de cimento e outros materiais de construção.

Os meus interlocutores foram um casal de coreanos que me disseram os nomes cheios de Lins e Hangs, jovens com duas encantadoras meninas de pés molhados na água do Tejo.

Estes nem sequer conheciam o Cristo Rei e pensavam que a outra margem era outro país, de origem extremista como a Coreia do Norte. Não sei o que previamente lhes teriam dito. Quase que me dava uma coisa má e jurei que nunca mais na vida seria jornalista por conta própria.

Com o choque da imagem até me esqueci de perguntar como tinham vindo e onde estavam hospedados. Bem, lá consegui explicar como podiam ir à Costa de Caparica. Estes, talvez mais endinheirados, e mais práticos, preferiam chamar um táxi logo ali. A pergunta que fixei foi a seguinte:
- Onde a viagem termina (referindo-se a Cacilhas) podemos alugar um carro?

Caminhei então pela estreita passagem entre barreiras de feio cimento e redes de capoeiras de galinhas. Os degraus da margem estavam cheios de gente ali sentada, deitada, meio despida que aproveitava o magnífico sol. Talvez um milhar de pessoas entre as duas praças, a Bela e o Monstro, Terreiro do Paço e Cais do Sodré.

Turistas nem vê-los. Apercebi-me então de que vinham quatro pessoas do Cais da Ribeira, talvez da Portugália, ou de outra esplanada. Quando iam a passar junto a mim perguntei se conheciam aquele lugar, a estação e os barcos que atravessavam o Tejo. E nada. Nada sabiam e ficaram intrigados. Eram Holandeses que tinham vindo num cruzeiro há um ano e decidiram ficar no Sheraton, agora durante uma semana em Lisboa. Tinham gostado tanto da luz e do sol de Lisboa que voltaram. John, Martha, Rudie e Henry, cinquentões sorridentes e simpáticos.

Eram de Utrecht, que tem um rio maravilhoso, minúsculo mas maravilhosamente aproveitado.
Ali era mais fácil falar do barco que estava ali a chegar, que depois podiam conhecer Almada, que há bons hotéis, etc., que as vistas sobre Lisboa são de cortar a respiração, ficaram encantados.
Foi então que veio a pergunta bomba e fiquei com um ar tão espantado que os quatro se riram em uníssono e até eu dei uma valente gargalhada:
- Se transportavam prisioneiros para o outro lado? Porque tínhamos ali grades tão fortes e assustadoras? E se os bilhetes eram tão caros que justificassem tantas barreiras?

As explicações foram difíceis. Conheço Utrecht que é uma cidade linda. Lembro-me das casas térreas não terem cortinas e não havia privacidade nas casas. Mas ninguém olha para as casas dos outros porque há uma cultura geral de cada qual ter a vida que pretende sem aquele espírito de observar os vizinhos. Amam a luz solar e nunca a tapam com nada. Por isso ficam encantados com a brancura de Lisboa e a magia da sua luz que confessam ser uma loucura.

Nós tapamo-nos, escondemo-nos do Sol e uns dos outros, gostamos de sombra e de escuridão, e nenhum português consegue aceitar o modo de vida holandês.  Talvez isso tenha influenciado os famosos arquitectos, mas, confesso que, quando entro na estação, o efeito do sol sente-se e a minha amada margem-sul parece sempre deslumbrante.

Entendi a visão dos holandeses porque conheci a terra deles e, se eles tivessem uma estação fluvial, de certeza que seria um jardim florido e cheio de relva, em vez de grades espessas e cinzentas.
 Assim, nem que a estação fosse desenhada por Leonardo Da Vinci, nunca conseguiremos atrair turistas a uma estação distante, fria, nada acolhedora e que nunca devia ter sido feito naquele local.

Um reaproveitamento com alargamento da Estação Sul Sueste, com belas imagens de surf, golf, natureza, peixes, encostas e florestas, na praça que já foi, em tempos, considerada a mais bonita do mundo, e o cartão de visita de Lisboa, tal como a praça de S.Marcos o é em Veneza, seria muito mais atraente e reporia um serviço que nunca deveria ter sido retirado. E a estação precisa muito de ser recuperada.

José Manuel Rosa 


 

C O N C L U S Õ E S

CONCLUSÕES DO CONGRESSO “ALMADA ENTRE MARES”

O Congresso ALMADA ENTRE MARES constituiu um acontecimento de rara inspiração de um conjunto de entidades representativas do cluster do turismo no concelho de Almada.

Daí que novas ideias, sugestões de melhoria, propostas de acção e novos projectos tenham ultrapassado, no seu conjunto, as duas centenas e meia. Tal riqueza de informação deve ser tratada de forma séria, responsável e organizada. É o que está a ser feito pela Almar em colaboração com os congressistas.

Porém, poderemos dizer que em linhas gerais, as conclusões do congresso foram as seguintes:

1. Considerando que a oferta turística de Almada e Lisboa se complementam, e que o aumento significativo da diversidade de produtos daí resultante beneficiam não só a região, mas o turismo nacional, torna-se indispensável restabelecer a ligação fluvial entre o Terreiro do Paço e Cacilhas, sob pena de não só não cumprirmos aquele desiderato, mas também continuarmos a contribuir para o definhamento económico e social do concelho de Almada.

2. Conceber um projecto estruturante que permita a longo prazo a defesa, consolidação e enriquecimento das condições naturais da linha costeira para a prática de desportos náuticos, de mar e turismo de sol e mar.

3. Realização de feiras e festivais gastronómicos de longa duração em que o mote será a arte Xávega. Nesses festivais os profissionais da gastronomia criariam pratos elaborados a partir do pescado vindo directamente do mar e capturado por aquele método de pesca tradicional.

4. Criação de um site que promova aqueles eventos e englobe toda a restauração e enologia dirigido ao público em geral e aos operadores turísticos em particular e divulgar a diversidade e qualidade da oferta gastronómica do concelho.

5. Como medidas estruturantes, do ponto de vista do turismo residencial, propõe-se, entre outras, a recuperação da zona ribeirinha de Cacilhas e Ginjal, associadas às questões de higiene, saúde e segurança na zona.

6. Criar o destino para a saúde e bem estar associando-a ao usufruto da natureza, sendo para isso necessário requalificar os ecossistemas naturais através da certificação da sua gestão, tendo em vista garantir a sustentabilidade a longo prazo, e consequentemente o desempenho das suas funções, sociais, culturais, mas também económicas.

7. Promover à escala europeia o turismo religioso e a cultura que se produz no concelho em particular no que respeita às artes de representação e à música.

8. Criação de uma marca que integre o conceito de qualidade dos produtos e serviços, associando-a não só a uma filosofia de gestão, mas também a um modelo de comunicação integrado, deixando transparecer os valores humanos para o desenvolvimento equilibrado da vida moderna.

9. Tendo como imagem de marca as condições naturais e climáticas do concelho, pretende-se conceber e divulgar uma estratégia comercial e marketing, nas várias vertentes, sendo por isso necessário conhecermo-nos e darmo-nos a conhecer ao mundo inteiro.

COMISSÃO DE INICIATIVA

OBJECTIVO

Providenciar para que a visão, o plano de acção e as metas de curto prazo se cumpram, através da mobilização das vontades e no respeito por um diálogo civilizado com todas as partes interessadas no processo de desenvolvimento do concelho de Almada.

COMPOSIÇÃO

É composta por um representante da Almar e pelo moderador de cada um dos eixos que estruturam o Plano de Desenvolvimento e Valorização do Turismo para o Concelho de Almada e que serviu de base para a organização deste congresso.

José Gonçalves Ferreira

Nuno Mesquita

António Manuel Ribeiro

Amílcar Couvaneiro

Carlos Dias

Rita Andrade

João Carreira

Costa da Caparica, 20 de Fevereiro de 2014